quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Arquivo Morto...Caso encerrado.

Postado originalmente en 22/12


Alguns casos de polícia acabam arquivados sem solução. No entanto, com as novas tecnologias e técnicas e também com as mudanças na vida dos envolvidos, uma nova investigação pode decifrar crimes que pareciam impossíveis de se resolver, anos depois. A detetive Lilly Rush (Kathryn Morris) é a responsável pelo setor de casos arquivados do departamento de homicídios da polícia da Filadélfia e lidera uma equipe determinada a fazer justiça, ainda que tardiamente, em “Cold Case”.

Antigas provas são reavaliadas e testemunhas interrogadas, fazendo essas pessoas revisitarem o doloroso passado, abrindo velhas feridas que podem até mesmo levar os suspeitos a cometerem novos crimes. É aí que está o diferencial da série: destacar feições humanas no sensível trabalho de Lilly. A detetive, aliás, possui uma forte ligação com seu próprio passado, tendo obscuras lembranças relacionadas a abusos sofridos na infância e até mesmo a alcoolismo. Além do caso do episódio, acompanhamos sua vida tanto no que diz respeito às investigações quanto em aspectos pessoais, como seus relacionamentos amorosos. Apesar do trabalho muitas vezes exigir sangue frio, a série consegue mostrar o lado sentimental de Lilly, seja na sua solidão, no carinho com que cuida de seus gatos ou quando há o cruzamento de sua vida pessoal e profissional, como aconteceu no final da terceira temporada, em que a detetive se sentiu atraída por uma vítima, correndo o risco de atrapalhar as investigações.

Misturando elementos do passado e do presente, o drama tem uma linguagem diferenciada. Mostra, na mesma tomada, em um jogo de imagem, os envolvidos hoje e como eram na época do crime – chegando a utilizar diferentes atores para um mesmo personagem -, enriquecendo a trama, já que assim o muitas vezes cruel efeito do assassinato e do tempo posterior a ele é evidenciado. Além disso, “Cold Case” faz uso de flashbacks repletos de referências culturais, construindo um panorama sobre a sociedade norte-americana. Tão importante quanto eles é a trilha sonora, outra marcante característica da série, com músicas baseadas na época do crime do episódio.

O estilo de direção, a inspiração em filmes e em casos reais, o roteiro bem construído e as boas atuações renderam favoráveis críticas à série, que é assinada por Jerry Bruckheimer, nome por trás de sucessos policiais como “CSI” e “Without a Trace”. Exibido pela primeira vez em 2003, o drama já recebeu uma indicação ao Emmy, além de ter vencido prêmios menores.

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