terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Reviravoltas marcam retorno de séries

Se acúmulo de prêmios fosse senha de sucesso, “30 Rock” e “Mad Men” seriam o que há de melhor na TV norte-americana. Mas quando “Mad Men” somou mais um troféu à sua coleção nesta semana, o ator Jon Hamm agradeceu às “dezenas” de fãs da série. E não era piada. O seriado sobre mercado publicitário de Nova York nos anos 60 teve média por episódio de 1,5 milhão de espectadores em 2008 nos EUA –muito pouco se comparado, por exemplo, ao musical “American Idol”, média de 30 milhões.

“30 Rock”, criado pela comediante Tina Fey, vai um pouco melhor no quesito audiência (cerca de 7 milhões), mas ainda bem distante do esperado para uma das séries mais premiadas dos últimos anos.
A trama narra os bastidores de um programa de TV e, como “Mad Men” (este sem o humor), talvez o clima de escritório nova-iorquino não agrade ao público em tempos de demissões em massa na vida real.
Seja como for, as duas séries premiadas estreiam suas novas temporadas na semana que vem no Brasil, ao lado de outras três com melhor popularidade, “Grey’s Anatomy”, “CSI” e “Desperate Housewives”.
As três chegam com grandes reviravoltas em suas tramas. Com as mulheres desesperadas de Wisteria Lane, no entanto, a mudança é tanta que parece um novo seriado.
A ex-modelo Gabby (Eva Longoria) ganhou duas filhas, engordou e caiu fora da vida social; Bree (Marcia Cross), a dona-de-casa mais empenhada, virou empresária dedicada e se esqueceu do marido.
Como o seriado tem data para terminar, em 2011, pode ser que tanta novidade seja um ato desesperado para alavancar a audiência, o que não tem acontecido –os 18 milhões de telespectadores da estreia caíram para 13 milhões neste mês.
Médicos deprimidos
Na trama sobre os médicos do Seattle Grace Hospital, amor e bisturis continuam se cruzando pelos corredores e salas de operação. A diferença é que agora a instituição despencou para 12º lugar no ranking das escolas de medicina, deixando todos deprê em “Grey’s”. Um vislumbre de caso lésbico continua entre duas médicas, mas logo uma delas some do mapa e tudo volta ao “normal”.
Mas isso não é nada para os fãs de “CSI”, que chega à nona temporada e perde dois protagonistas de uma vez.
Logo no primeiro episódio, sai de cena o investigador bonitão Warrick Brown (Gary Dourdan) e, lá pelo décimo episódio, acontece a anunciada saída do protagonista Gil Grissom (William Petersen), substituído pelo dr. Langston (Laurence Fishburne).
Mesmo assim, “CSI” segue liderando noites na TV americana, com 24 milhões de espectadores. Melhor aproveitar enquanto ninguém apaga a luz.

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